
Seu corpo branco, seus cílios quase transparentes, sua falta de pelos, essa descrição poderia ser de uma corpo delicado não fosse o fato de que é um homem grande, cabelos fartos, barba por fazer e tatuagens mau feitas, detalhe de uma adolescência rebelde e entorpecida.
Um quarto pequeno, tv ligada num canal qualquer, poucos móveis, alguns livros e textos. Você traz vinho, conversamos sobre coisa pesadas e leves, mas tudo dito e ouvido com muito bom humor e um toque de ironia.
Tenho pressa, gula, raiva, quase todos os pecados capitais (exeto a preguiça e avareza) quando estou só com um homem que desejo, tiro a taça de vinho de suas mãos e me sento em seu colo de frente para você, olho fundo nos teus olhos e começam longos beijos, você gira seu corpo para cima do meu deitando-me na cama, agora começa a parte que mais gosto. O duelo de corpos completos de desejo, os aromas, os sabores, a ânsia por prová-los todos. Mas você percebe meu pequeno grande desespero e ralenta, degustando cada centímetro do meu corpo, num suave dançar de língua e olhares e quando quase não aguento, ebulição.Pés, braços, gemidos, roupas pelo chão, o barulho da cama batendo na parede e logo também taças e a garrafa de vinho no chão, numa explosão de todos os ruídos que culminam no orgasmo.
bom, hein.
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